quinta-feira, 30 de julho de 2015

Strawberry Perl





   Neste artigo vamos abordar sobre uma linguagem essencial para funcionamento do WMS (JDA - Redprairie) o PERL.

O que é Perl?

Perl é uma linguagem de programação de propósito geral originalmente desenvolvido para manipulação de texto e agora usado para uma grande variedade de tarefas, incluindo a administração do sistema, desenvolvimento web, programação de rede, desenvolvimento de GUI, entre outras coisas. A linguagem destina-se a ser prático (fácil de usar, eficiente, completo) ao invés de bonita (pequena, elegante, mínimo). Suas principais características são : fácil de usar, suporta tanto códigos de processos quanto de programação orientada a objetos, tem poderoso built-in suporte para processamento de texto, e uma das mais impressionantes coleções do mundo de módulos.

Fonte: http://perldoc.perl.org/perlintro.html


O Perl para Windows

Perl é uma linguagem de programação adequada para escrever scripts simples, bem como para aplicações complexas. Strawberry Perl é um ambiente de perl para Windows que contém tudo que você precisa para executar e desenvolver aplicações Perl. Ele é projetado para ser o mais próximo possível da emulação de um ambiente de sistema UNIX dentro do Windows. Ele inclui os binários perl, compilador (GCC) + ferramentas relacionadas, todas as bibliotecas externas (cripto, matemática, gráficos, xml ...), todos os clientes de banco de dados em pacotes.

Fonte: http://strawberryperl.com/


Uma Breve História do Perl

Larry Wall, criador do Perl, primeiro publicado Perl para Usenet newsgroup as `comp.sources 'no final de 1987. Larry tinha criado Perl como uma linguagem de processamento de texto para os sistemas operacionais Unix-like. Antes do Perl, quase todo o processamento de texto em sistemas Unix-like era feito com um conglomerado de ferramentas que incluíram AWK, `sed ', as várias linguagens de programação shell, e programas em C. Larry queria preencher o vazio entre "manipulexity" (a capacidade de linguagens como C para "entrar nas entranhas das coisas") e "whipuptitude" (a propriedade de linguagens de programação como AWK ou `sh 'que permite aos programadores a escrever rapidamente programas úteis). Assim, Perl (Practical Extraction and Report Language) nasceu.

Perl preencheu um nicho que nenhuma outra ferramenta antes dessa data tinha. Durante os próximos quatro anos ou mais, Perl começou a evoluir. Em 1992, Perl versão 4 tornou-se muito estável e foi uma linguagem de programação Unix "padrão". No entanto, Perl estava começando a mostrar suas limitações. Vários aspectos da linguagem eram confusas, e na pior das hipóteses problemático. Perl funcionava bem para escrever pequenos programas, mas para escrever aplicações de software grandes em Perl era pesado.
Os designers da linguagem Perl, agora um grupo, mas ainda sob a orientação de Larry "dei uma olhada em volta para as outras línguas que as pessoas estavam usando". Eles pareciam se perguntar: "Por que as pessoas escolhem outras línguas sobre Perl?" O resultado desta auto inspeção foi Perl, versão 5. O primeiro lançamento da versão 5 veio no final de 1994. Muitos acreditavam que a versão 5 era a versão Perl "completa". Com a versão 5, Perl foi verdadeiramente uma linguagem de programação de propósito viável.

Fonte: http://www.linuxtopia.org/Perl_Programming/pickingUpPerl_85.html#SEC85

Agora que sabemos o que é o PERL, qual o sentido da instalação da linguagem para o WMS?

PERL é uma linguagem de alta disponibilidade sendo utilizada para serviços e processos que nunca deveriam sofrer nenhuma forma de paralisação. Essa é uma das funções mais procuradas nos sistemas atuais, onde uma parada significa perda de lucros e produtividade. Funciona de forma a complementar \ gerenciar o processamento das aplicações JAVA. É impossível a instalação da aplicação WMS, sem antes haver a instalação do PERL. É a linguagem responsável pelo funcionamento do emulador de RF para os mais intimos da aplicação, irão se lembrar do mboostrap que era o arquivo de configuração dos RFs nas versões anteriores.















quarta-feira, 8 de julho de 2015

Instalação do WMS



  Para toda instalação de um software, existe arquivos ou programas de apoio e no caso do WMS - JDA não seria diferente. Estarei abordado de forma geral alguns programas utilizados, pois cada nova versão do WMS existem novas versões dos aplicativos de apoio. Antes de mais nada precisamos dimensionar o quanto de espaço teremos no servidor da instalação. Isso depende diretamente de qual sistema operacional será utilizado? qual o sistema de banco de dados?

Estarei compartilhando com vocês os Sistemas Operacionais na qual tive a oportunidade de trabalhar junto com o WMS. Existem particularidades distintas entre cada SO em relação a performance, confiabilidade, compatibilidade, instabilidade, etc., entre eles Windows Server, Linux e Unix.

Depois de escolhido o sistema operacional,  o próximo passo é a escolha do banco de dados, assim como o SO existem diversas particularidades entre eles que devem ser levados em consideração principalmente quando pensamos na integração com demais sistemas, entre esses o que mais se destacam são os bancos de dados Oracle e SQL Server.


Fonte: Propria

 Na instalação do WMS - JDA, existem 2 processos: a criação da aplicação e a criação do client. No caso do pacote de instalação da aplicação, estão os programas distintos para cada SO. Entre eles o JAVA e PERL. Cada um devendo ser instalado seguindo a ordem da documentação de instalação disponível dentro do pacote. Logo em seguida a instalação do pacote do client para conseguir acessar a aplicação. No caso do client, existem 2 maneiras diferentes de conexão:

1º Client Individual: Fazendo a instalação do client por maquina, conexão direta.
2º Citrix: Fazendo uma única instalação do client e emulando por citrix.

No primeiro caso, a performance da utilização da aplicação pode variar de acordo com cada maquina, no segundo, a performance da utilização está ligada diretamente ao servidor instalado, mas deve ser avaliado o custo beneficio em ambos os casos.

Junto com o pacote de instalação da aplicação é possivel fazer a instalação do programa de report, esse pode ser instalado de 2 formas:  No mesmo servidor que esta instalado a aplicação, se utilizando do mesmo console ou em servidor diferente, se utilizando de consoles independentes.

Em relação aos consoles, versões atuais da aplicação possuem conexão por navegador, entre eles estão internet explorer, chrome e firefox. Na documentação de cada aplicação são liberados novos plugins para outros navegadores.



















quarta-feira, 10 de junho de 2015

Redprairie - JDA


        
     Quando migrei da área operacional para área de tecnologia dentro da DHL, era um Super User (super usuário) do WMS Prologs (inicio 2000) conhecia a fundo todo processo logístico, operacional e as funcionalidades desse sistema. Em meados de 2007, se de inicio minha experiência com o Dlx2003 (Antigo Dmplus - Redprairie), esse WMS possuia uma estrutura totalmente diferente da que conhecia, os conceitos logísticos eram usados de forma e nomes diferentes, tendo um sistema operacional em Unix e não em Windows utilizados pela maioria dos sistemas da época. Esse sistema era muito robusto, os processos ocorriam em uma velocidade impressionante e a quantidade de dados que transitava era na mesma proporção. Entre os anos de 2009 e 2010, a empresa iniciou o processo para o DLX2006, essa versão estava em uma plataforma Windows e utilizamos na instalação um programa para emular a utilização do RF, a configuração nesse sentindo era um pouco mais complexa, o integrator ainda trabalhava de forma externa, as tabelas haviam mudado muito e os processos também em relação ao seu antecessor, foi um novo aprendizado.

Entre 2010 e 2011, a empresa investiu nas novas versões do WMS, DLX2009 Rapid e Discrete (Full). Essas versões apesar de diferentes entre si, eram muito mais robustas, tanto o RF quanto o integrator era encapsulado no próprio WMS, o processo se tornou mais rapido e menos complexo para instalação e configuração. Em 2012, a Redprairie comprou a JDA e manteve seu nome para fins estratégicos da Empresa.

"A JDA Software, produtora de software de gestão de fornecimento, concordou em ser comprada pela empresa privada rival RedPrairie por cerca de 1,9 bilhão de dólares em dinheiro. A oferta de 45 dólares por ação representa um prêmio de 18 por cento sobre o fechamento das ações da JDA no pregão de quarta-feira. A Reuters reportou citando fontes, que a JDA estava explorando a possibilidade de venda e tinha contratado o JPMorgan como consultor. (Por Supantha Mukherjee e Sayantani Ghosh)."

fonte: http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/jda-software-e-comprada-por-us-1-9-bilhao-por-rival-redprairie-20121101.html

No inicio de 2014, tive o primeiro contato com a versão DLX2011, participando de melhorias na área de suporte para Panalpina. Neste ano ainda iniciei participação em  um projeto (configuração\suporte) para um cliente com a versão DLX2012, onde ficamos por mais de 1 ano, atuando junto com o cliente em customizações. No final deste mesmo ano, iniciei a configuração do ambiente de DLX2014 para gerar treinamento para outros clientes, essa versão possuia melhorias, com união e separações de algumas telas estrategicamente e outras melhorais referentes as configurações e comandos que não vou mencionar aqui, por que pode ser verificado nos release notes de cada versão.

Em 2015, apos o go-live do cliente Globo, tive o contato com a versão DLX2013 dando suporte a operação \ aplicação, essa versão era muito parecida com a versão 2014. Ainda em 2015, tive a oportunidade de  iniciar a configuração da versão JDA 8.2. Neste a JDA revelou uma nova identidade de marca e logotipo que caracteriza o slogan : Plano para deliverTM  a JDA aplicações têm sido rebatizada para refletir o novo logotipo corporativo e esquema de cores no Windows.

Historia da Redprairie.


fonte: http://www.referenceforbusiness.com/history/Qu-Ro/RedPrairie-Corporation.html









terça-feira, 5 de maio de 2015

Gerenciamento de Armazém 2



           Falamos nos artigos anteriores sobre Logística e sobre a necessidade das empresas em modernizar todo conhecimento operacional, trazendo para dentro, sistemas para gerenciar todas as atividades.
No artigo anterior fiz uma abordagem sobre WMS (warehouse management system) e sobre algumas características e coloquei uma relação dos maiores ou mais utilizados sistemas da cadeia de suprimentos do mundo. A pergunta que talvez esteja incomodando todos agora é: Qual é o melhor sistema de gerenciamento de armazéns do mundo?

A resposta é simples, o melhor WMS é aquele que se adequa na melhor forma aos processos operacionais de cada empresa. Não existe uma ferramenta que possua todas as funções para todas as necessidades operacionais, mas existem WMS que possuem maiores números de funções que se adaptam as realidades das empresas. Existem sistemas baseados em papel ou automatizados, em todos os casos, ambos possuem funcionalidade e investimentos diferentes. Não basta pensar em um sistema de alta performance, sem pensar nos equipamentos atrelados as funções disponibilizadas por estes. Assunto abordado no artigo de equipamentos de movimentação.

http://wmslogistic.blogspot.com.br/2014/12/equipamentos-de-movimentacao.html


Existem sistemas criados de forma particular "caseiros", nestes são criadas as regras de acordo com a necessidade operacional, muitas das vezes não seguindo padrões ou normas de segurança ou integridades para sua criação. E existem os sistemas de Portfólio, onde são criados em plataformas que seguem regras de integridade e padrões ligados diretamente a grandes processos logísticos, baseando-se nas experiências ou atividades realizadas em operadores logísticos.

Algo que se deve considerar na escolha de um WMS, é a origem de criação desses sistemas. Pois as regras desses sistemas são criadas baseadas na cultura de cada País, onde sabemos que a disciplina profissional
é totalmente diferente da utilizada no Brasil. Outra particularidade a ser considerada, em um sistema internacional existe um limite bem definido entre WMS (warehouse management system) \ TMS (transportation management system) \ LMS (labor management system)...etc. Caso que no Brasil, não existe na maioria das vezes uma definição onde uma começa e  outro termina.

Outros fatores técnicos que devem ser considerados é: Qual o sistema operacional o WMS utiliza? Qual o tipo de banco de dados? Qual o tipo de interface será utilizado?. Por que, essas escolhas  influenciam diretamente na transição de dados entre os sistemas utilizados pelos cliente e empresas.

Durante os 15 anos de experiência na logística tive a oportunidade de trabalhar com alguns WMS, entre eles: Triton (Mainframe), Prologs (Prolog), Manhattan (Manhattan Associates) e DLX (Redprairie/JDA). Cada um desses sistemas possui particularidades singulares.

O sistema na qual estarei abordando nos próximos capítulos é o DLX (Redprairie/JDA), baseando se nas versões de 2006 até 2014 onde as configurações são semelhantes, estarei demonstrando alguns configurações \ parametrizações, novidades, telas, etc...

http://www.jda.com/





segunda-feira, 13 de abril de 2015

Gerenciamento de Armazém



     A Logística é a parte fundamental para a sobrevivencia de grandes, medias e pequenas empresas. Sendo parte essencial para cadeia de suprimentos  "desde a fabricação até o ponto de consumo". É uma das principais influenciadoras no valor das mercadorias e do tempo de entrega. Entre todos os processos determina a qualidade e integridade do produto, mas grande parte dessas qualidades não seriam possíveis, sem a existência do WMS.

O que é WMS?

WMS é a sigla para Warehouse Management System ou Sistema de Gerenciamento de Armazém na forma mais simples, o WMS é o programa ou software utilizado para realizar todo processo logístico. O WMS é o modulo entre todos os processos operacionais e suas regras através de um ambiente controlado dentro de uma aplicação, criando uma estrutura mais rígida para que todas as funções sejam realizadas de acordo com o desenho ou a especificação de cada área/produto, controlando por nível de conhecimento ou funcionalidade de cada usuário e limitando por acessos. Fazendo o gerenciamento de todo armazém, indicando os melhores lugares para armazenagem e separação. O WMS viabiliza todo processo se utilizando de suas regras e controles, minimizando os erros ou riscos aumentando a velocidade do fluxo operacional.

A função principal do WMS é trazer funcionalidade e inteligencia para diminuir a dependência de conhecimento individual e aumentando o nível de produtividade, tendo em vista que na situação atual as empresas tem um alto nível de turnover (demissões/contratações). Outra função é o rastreamento dos dados em tempo real, guardando todos os desde o recebimento da mercadoria ate a expedição.

Além de todas as funcionalidades aclopadas ao WMS, ele possui módulos que permitem interagir com outros sistemas. Entre os módulos mais conhecidos  é o de interface que tem maior destaque, através de arquivos de diversos formatos (xml, edifact, X12, RND..etc) em alguns casos, esse modulo pode ser substituido por DBlink para comunicação direta entre banco de dados.

Existem outros módulos que se acoplam ao WMS para gerar maior resultado ou controles específicos, um exemplo é o LMS (labor management system) que é um sistema de gerenciamento de recursos (humanos) que gerencia as atividades pendentes para serem realizadas no sistema, controlando a produtividade e recurso por hora,  equipamento, atividade ..etc.

Não podemos esquecer que o WMS nasceu da necessidade de um maior controle e velocidade dos processos operacionais, como o minimo de erros possível, conforme aumentam as necessidades o sistema de adapta a essas condições, criando resultados precisos.

Entre os sistemas, abaixo estão os melhores programas e empresas do mundo.





http://www.mmh.com/article/top_20_supply_chain_management_software_suppliers_2014








sábado, 14 de março de 2015

Transporte



Nesta etapa, vamos falar de um processo muito importante e do mesmo grau de complexidade. Quando falamos de transporte dentro da logística, automaticamente pensamos em caminhões, aviões e navios, somos direcionados por uma logica de coisas grandes para veículos grandes. Devemos ter em mente que esses são apenas alguns tipos de modais,  e não podemos esquecer a importância dos demais.

Visão Geral:

O transporte representa em media 3,5% do faturamento total da Logística. Entre os utilizados no mundo estão rodoviário, ferroviário, aéreo, dutoviário e  aquaviário que esta dividido em fluvial (rio), lacustre (lagos) e marítimo. Cada País possui uma estrutura apropriada que determina o maior valor do modal. No caso do Brasil, ainda temos como predominante o Rodoviário. Segundo dados da Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 2005 o Brasil estava na sequinte situação:

  • Rodoviário: 61,5%
  • Ferroviário: 20,4%
  • Aquaviário: 13,5%
  • Dutoviário: 4,3%
  • Aeroviário: 0,3%
Em 2011 a situação entre os modais ainda se encontra de forma estável.








Fonte: http://www.imam.com.br/logistica/artigos/serie-transporte-de-cargas/1525-o-transporte-de-cargas-no-brasil


Claro que uma margem de crescimento de 3% para o Ferroviário é muito significativa, levando em consideração que não houve um crescimento nas malhas ferroviárias. É importante ressaltar os tipos de produtos mais transportados neste modal.

  • Produtos Siderúrgicos;
  • Grãos;
  • Minério de Ferro;
  • Cimento e Cal;
  • Adubos e Fertilizantes;
  • Derivados de Petróleo;
  • Calcário;
  • Carvão Mineral e Clinquer;
  • Contêineres.
Comparando com outros países, conseguimos enxergar o quanto podemos amadurecer ou criar novas soluções em um País que ainda vive de rodovias criadas com baixa estrutura para o transporte.








Fonte: Extraídos de dados da TigerLog de 2003


O transporte é parte fundamental para o sucesso de todo processo logístico, ela é essencial para o bom funcionamento do fluxo de carregamento e expedição das mercadorias, impedindo o travamento das docas e áreas de stage (áreas determinadas antes do carregamento). Mas isso ainda é a menor parte em relação a tudo que a área de transporte precisa controlar. A principio a área de transporte faz o controle de todos os veículos dentro de um armazém, determinado o melhor horário para o carregamento e a melhor rota para entrega, equilibrando o melhor preço com a melhor qualidade e segurança, levando em consideração cada tipo de produto e suas caracteristicas. Esse princípio parece ser muito simples, mas na pratica existe uma complexidade grande e uma responsabilidade maior ainda.
O transporte é responsável pela entrega de todas as mercadorias em âmbito nacional e internacional se utilizando de todos os modais, levando em consideração o melhor prazo de entrega. Não podemos esquecer que menores prazos de entrega estão relacionados a valor de frete maiores, e valores de fretes maiores gera aumento do valor da mercadoria. Além disso, existe o fator da melhor rota de deslocamento, e isso impacta diretamente na segurança e no tempo de entrega. A otimização da carga no transporte é um fator muito importante, através dela é determinado a quantidade de paradas na entrega ou se a entrega é direta, em ambos o caso a escolha da transportadora correta é essencial. A área de transporte é responsável por administrar cada transportadora e sua região de entrega, se baseando no valor do frete e na forma de entrega, além da responsabilidade de administrar a logística reversa (devolução da mercadoria). Todo esse cuidado deve ser mantido rigorosamente, pois os prazos de entrega são cada vez menores, e as condições das estradas cada vez piores. Apenas para se ter uma ideia, o índice de roubo de cargas nas rodovias federais, subiu 14% no ano passado, em comparação com 2012 que teve 315 ocorrências. Em 2013 foram notificados 359 casos  (segundo PRF - Policia Rodoviaria Federal).
Em alguns casos na logística, existem bases próprias do correio dentro dos armazéns, isso agiliza a entrega de pedidos direta ao cliente, e bases das transportadoras que facilitam todo processo de conferência e entrega.

Na próxima semana, iremos dar inicio aos  artigos de abordagem sobre o WMS (Warehouse Management System) ou Sistema de Gerenciamento de Armazém.
























domingo, 22 de fevereiro de 2015

Separação - Picking 2




A separação é assunto muito extenso, por isso pensei em montar esse novo artigo. Quando pensamos na separação, temos diversas formas que podemos chegar no resultado final, mas existe uma diferença gigante entre velocidade e qualidade para chegar nesse resultado.
Como já vimos anteriormente,  a velocidade depende de alguns fatores, entre eles, disposição dos materiais, distancia entre eles e do percurso que devera ser percorrido. Mas existe um fator que compromete muito mais esse processo, chamada de acuracidade do inventario. Acuracidade do inventário é o fator mais importante para todo sucesso da operação.
Imagine você on-line, fazendo uma compra de um produto de extrema importância,  você realiza o pagamento e já sabe a data de entrega, perto do prazo de entrega a empresa faz o cancelamento da compra. Qual a confiança que você terá de comprar nesta mesma loja novamente? Por isso a separação é tão importante,  pois o fator de influência dela impacta diretamente o comprador ( cliente). Ter um processo de separação eficiente,  consiste em ter o material disponível no momento exato em que operador estiver no armazém coletando cada material para expedição. Claro que nesse contexto não podemos esquecer do processo de reabastecimento que será fundamental para a próxima onda de separação. A onda de separação consiste em um conjunto de pedidos separados por blocos, podendo esses blocos serem por estado, região,  CEP, transportadora,  fornecedores,  tipo de produto, segmento, etc...

Pensando na acuracidade, existem outros processos a serem realizados antes da mercadoria seguir para a expedição,  entre elas a conferência. Nesse processo será verificado tudo que é solicitado no pedido e tudo que foi separado, em qualquer diferença, o separador sera solicitado para correção. Para alguns tipos de materiais a separação é algo muito mais complexo, entre eles alimentos, cosméticos, remédios e químicos (em alguns casos), pois o processo de separação tem que gerenciar o tempo de validade de cada produto desde a saída do armazém a chegada nos compradores.

Em processos de operações antigas, a estrutura era realizada toda em papel, em 2000 quando iniciei em uma operação logística, o sistema tinha a exclusiva funcionalidade de emitir uma copia do pedido com os locais que deveriam ser separadas as mercadorias, não havia qualquer otimização de pedidos ou separação, o processo todo era realizado de forma manual, com a visualização e conferência dos códigos se baseando nas disponibilidades físicas do operador. Infelizmente esse processo em alguns empresas ainda é real, muitas vezes por falta de conhecimento ou até de investimento, mas que traz um risco enorme para empresa em relação a confiabilidade, deixando sua produtividade estagnada.

Por outro lado, existe operações semi automatizadas, são aquelas que consistem em sistemas mais robustos, com um nível de gerenciamento um pouco mais alto, se utilizando de scanners, RFs, empilhadeiras, cubiscan (balança de peso e medição eletrônica). Nesse tipo os pedidos são processados em ondas, com otimização da separação e de tempo de cada tarefa que o operador realiza dentro da operação.

E por fim as automatizadas, industrializadas ou Robóticas, são aquelas em que todo processo são realizados por maquinas, desde a separação ate a expedição do produto. São sistemas que conversam diretamente com os equipamentos, informando a necessidade e o momento certo que cada peça deve estar em uma determinada área da produção, se deslocando pelo armazém através de esteiras ou deslocadores de pallets. Separando de forma fiel a quantidade solicitada e enviando para esteiras de destino de cada entrega.

Este é o video do processo utilizado na Coca-Cola.


https://www.youtube.com/watch?v=sV8qezr18DY&spfreload=10